terça-feira, 13 de julho de 2010

Era Vargas

Uma marca do populismo brasileiro é concerteza a "Era Vargas" esse vídeo mostra resumidamente mas criticamente como foi o período em que Getúlio Dorneles Vargas governou em seu primeiro mandato, que foi uma verdadeira "ditadura" cheia de golpes e histórias interessantes.






Agora leia a esse texto onde é mostrado o porquê do DIP (Departamento de Imprensa e Propaganda) ter sido criado e algumas histórias interessantes como por exemplo a do Walt Disney, que criou o Zé Carioca em homenagem ao Brasil.

Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP)

O DIP foi criado por decreto presidencial em dezembro de 1939, com o objetivo de difundir a ideologia do Estado Novo junto às camadas populares. Mas sua origem remontava a um período anterior. Em 1931 foi criado o Departamento Oficial de Publicidade, e em 1934 o Departamento de Propaganda e Difusão Cultural (DPDC). Já no Estado Novo, no início de 1938, o DPDC transformou-se no Departamento Nacional de Propaganda (DNP), que finalmente deu lugar ao DIP.
O DIP possuía os setores de divulgação, radiodifusão, teatro, cinema, turismo e imprensa. Cabia-lhe coordenar, orientar e centralizar a propaganda interna e externa, fazer censura ao teatro, cinema e funções esportivas e recreativas, organizar manifestações cívicas, festas patrióticas, exposições, concertos, conferências, e dirigir o programa de radiodifusão oficial do governo. Vários estados possuíam órgãos filiados ao DIP, os chamados "Deips". Essa estrutura altamente centralizada permitia ao governo exercer o controle da informação, assegurando-lhe o domínio da vida cultural do país.
Na imprensa, a uniformização das notícias era garantida pela Agência Nacional. O DIP as distribuía gratuitamente ou como matéria subvencionada, dificultando assim o trabalho das empresas particulares. Contando com uma equipe numerosa e altamente qualificada, a Agência Nacional praticamente monopolizava o noticiário.
Quanto ao rádio, buscou-se difundir seu uso nas escolas e nos estabelecimentos agrícolas e industriais, de modo a promover a cooperação entre a União, os estados, os municípios e particulares. O programa oficial "Hora do Brasil" era transmitido para todo o território nacional. Outra realização do DIP foi o "Cinejornal Brasileiro", série de documentários de curta metragem de exibição obrigatória antes das sessões de cinema. No "Cinejornal" fazia-se a crônica cotidiana da política nacional, recorrendo-se ao forte impacto dos recursos audiovisuais. Alguns filmes eram exportados para países como a Argentina, o Uruguai e o Paraguai.
Um dos reflexos da guerra no Brasil foi uma campanha de penetração cultural do governo norte-americano destinada a barrar a influência alemã no país. O DIP colaborou nessa campanha, que marcou a presença do Tio Sam no Brasil, apoiando e desenvolvendo projetos conjuntos com a agência norte-americana criada para esse fim. Foi nesse contexto que vieram ao Brasil artistas famosos como o cineasta Orson Welles, Walt Disney e Nelson Rockefeller. Também foi instituída no DIP uma sessão de intercâmbio cultural luso-brasileiro. Um dos frutos desse intercâmbio foi a revista Brasília, publicada pelo Instituto de Estudos Brasileiros da Universidade de Coimbra.
O DIP costumava realizar concursos de monografias e reportagens sobre temas nacionais. Foi através de seu setor de divulgação que se editaram várias coleções como a Coleção Brasil, Vultos, datas e realizações e O Brasil na guerra. Para divulgar essas obras foi criada uma rede de bibliotecas em escolas, quartéis, hospitais e sindicatos. A centralização informativa era apresentada como fator de modernidade e justificada pelos princípios de agilidade,eficiência e racionalidade.
Devido à importância de suas funções, o DIP acabou se transformando numa espécie de "superministério". Cabia-lhe exercer a censura às diversões públicas, antes de responsabilidade da Polícia Civil do Distrito Federal. Também os serviços de publicidade e propaganda dos ministérios, departamentos e órgãos da administração pública passaram à responsabilidade do DIP.
Entre 1939 e 1942 o DIP esteve sob a direção de Lourival Fontes, que já dirigira o DPDC e o DNP. Seus sucessores foram o major Coelho dos Reis, de agosto de 1942 até julho de 1943, e o capitão Amilcar Dutra de Menezes, que atuou até a extinção do DIP, em maio de 1945.



Texto e fotos retirados de http://cpdoc.fgv.br/producao/dossies/AEraVargas1/anos37-45/EducacaoCulturaPropaganda/DIP, acessado em 13/07/2010.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Revolução Russa - A DUMA e os SOVIETES

"Em homenagem a Gustavo Pessoa, um grande historiador":

-Pré-histórico:

Em 1904, o czar Nicolau II envolveu-se em disputas na Ásia (Territórios da Coreia e Manchúria), declarando guerra ao Japão. As grandes baixas levaram a Rússia à uma grande carestia de alimentos e outros "materiais" de subsistência, e a população respondeu à essa carência com um protesto pacífico, que ficou conhecido como "Domingo Sangrento", pois mais de 4000 pessoas morreram assinadas pelos cassacos russos (ver vídeo abaixo) injustamente, afinal o povo só queria dar uma carta ao CZAR e entoavam cânticos religiosos. Mas Nicolau II continuou sendo pressionado e foi forçado a convocar a DUMA, o parlamento russo, pelo famoso "Manifesto de Outubro", na tentativa de incorporar setores sociais que apesar de influentes economicamente, tinham pouca expressão política, como a burguesia e os operários. Essa DUMA foi dissolvida e outra foi convocada em 1907, por causa do medo de que propostas radicais de se expandissem pelo parlamento, assim essa "segunda" DUMA seria votada censitariamente, ou seja, somente burgueses e proprietários de terras poderiam votar.






Em 1898, fora fundado o "Partido Operário Social-Democrata Russo", composto por estudantes, operários e intelectuais entusiasmados pelo Socialismo Científico (Ver matéria no Wikipédia: http://pt.wikipedia.org/wiki/Socialismo_cient%C3%ADfico), tendo como um dos seus principais divulgadores: Plekhanov. Lógico que esse partido era ilegal, afinal a Rússia vivia um verdadeiro "absolutismo" imposto pelo CZAR, e a social-democrata defendia tais propostas radicais que a "DUMA tinha medo" (principalmente o SOCIALISMO). O Partido teve seu primeiro congresso em 1903, ocasião em que se discutiu como o socialismo deveria ser implantado. Um grupo liderado por Martov, defendia uma aliança política com a burguesia, para eliminar a aristocracia agrária do estado, e queria que o POSDR fosse um partido aberto a todos os simpatizantes, sem compromissos, apenas com um apoio consciente. Por causa disto, esse grupo era maioria na DUMA, afinal ficariam sendo controlados por eles (parlamentares), mas não no Partido Operário, onde eram minoria e onde seu nome era mais conhecido como "Mencheviques". A proposta vencedora foi a do grupo maior "Bolcheviques", liderados por Vladimir Ilich Lênin, profundo conhecedor das ideias de Karl Marx e Friedrich Engels e polêmico na socidedade (pra se ter uma ideia ele fora criticado pela esquerda!), propunham: que o partido deveria seguir uma organização sólida, com uma disciplina elevada; criação do CC (Comitê Central), onde este "comandaria" a "máquina de guerra", onde os soldados dessa "máquina" deveriam ser totalmente voltados para a luta contra o czarismo e a favor do socialismo; e que os membros formassem os SOVIETES (conselho de operários e camponeses que passou a ter poder nas deciões nas Assembleias Locais).

OBS.: Apesar de parecer mas os Bolcheviques e Mencheviques defendiam um único ideal: "implantar o socialismo na Rússia".
OBS.2: O grupo dos Bolcheviques foi um dos primeiros, se não o primeiro, a ser chamado de COMUNISTAS.


Stálin, Lênin e Kalinin.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Introdução

Nesse blog, vamos começar a deixar a "HISTÓRIA em Foco", explorando assuntos a nível de 1º, 2º e 3º grau. Sempre tentando postar vídeos para melhorar a qualidade da informação.

Meu nome é Gustavo Henrique, e vou escrever postagens sobre os mais variados assuntos da História Mundial e Brasileira, desde o Paleolítico (Pré-História), até a Idade Conteporânea (atual que nós vivemos).